Reeducação Alimentar
 

A alimentação, assim como todas as outras necessidades do nosso organismo, têm regras e leis que devem ser obedecidas. Não podemos determinar nossa alimentação somente pelo gosto e o prazer que os alimentos proporcionam. Devemos saber se os alimentos são adequados e saudáveis, se vão contribuir para o bom funcionamento, boa defesa e resistência do nosso organismo.

Hábitos alimentares adequados proporcionam ao organismo humano condições para uma vida saudável, acrescentando anos com saúde e disposição para os indivíduos que se propõem a ter uma dieta equilibrada e pautada na moderação. Não existem alimentos proibidos (para a comunidade sadia) ou milagrosos. O segredo está no bom senso.

Uma alimentação balanceada deve conter equilibradamente frutas, verduras, legumes, tubérculos, cereais e grãos integrais, leguminosas, oleaginosas, sementes, carnes, leite e queijos magros. Além disso, as refeições devem ser preparadas com alimentos variados, coloridos e com tipos e quantidades adequadas às fases do curso da vida.

Para que esta alimentação seja considerada saudável do ponto de vista nutricional, deve haver também redução da presença de alimentos ricos em “calorias vazias” (gorduras saturadas e trans-saturadas, colesterol e carboidratos simples), tais como os refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados, guloseimas açucaradas, bolos, sorvete, tortas, chocolate, carnes gordas, queijos amarelos, etc.

A alimentação, quando adequada e variada, previne as deficiências nutricionais e protege contra as doenças infecciosas, porque é rica em nutrientes que podem melhorar a função imunológica. Pessoas bem alimentadas são mais resistentes às infecções. Uma alimentação saudável contribui também para a proteção contra as doenças crônicas não-transmissíveis e potencialmente fatais, como diabetes, hipertensão, acidente vascular cerebral, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer, que, em conjunto, estão entre as principais causas de incapacidade e morte no Brasil.

Atualmente, a reeducação alimentar apresenta-se como a opção mais apropriada, quando o objetivo é a melhora da qualidade de vida, melhora do estado de saúde e controle do peso. Na prática, a reeducação alimentar significa aprender a encarar a alimentação sob um novo ponto de vista, sem medo ou ansiedade, escolhendo os alimentos adequados em quantidade e qualidade. O objetivo não é impor diretamente uma nova forma de se alimentar, mas sim investigar os hábitos alimentares do indivíduo e propor mudanças, tentando, acima de tudo adaptar seus hábitos de vida, condição socioeconômica e padrões alimentares.

 

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